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Implantes

Implante dentário: quando é a hora

Os sinais de que o seu caso pede um implante, quanto tempo leva entre a colocação e o dente definitivo, e o que muda no dia a dia.

3 min de leitura
Paciente da Nata Odontologia sorrindo

Perder um dente não é só uma questão de aparência. A ausência muda a forma como você mastiga, fala e, com o tempo, altera a posição dos dentes vizinhos. O implante é hoje a solução que mais se aproxima de devolver o dente que existia ali — mas nem todo caso é igual, e nem todo caso está pronto para receber um.

O que é um implante, na prática

O implante é um pino, geralmente de titânio, que entra no osso da mandíbula ou do maxilar e assume o papel da raiz do dente perdido. Sobre ele vai uma coroa, feita sob medida para combinar com a cor e o formato dos seus outros dentes. Quem olha vê um dente; o que sustenta esse dente é o pino que ficou integrado ao osso.

Essa integração é o ponto central do tratamento. O osso precisa crescer em volta do pino e agarrá-lo com firmeza — é isso que dá ao implante a estabilidade para você morder uma maçã sem pensar duas vezes.

Sinais de que pode ser a hora

  • Você perdeu um dente e o espaço continua vazio há algum tempo.
  • Um dente quebrou ou está tão comprometido que não dá mais para restaurar.
  • Sua prótese removível se solta, machuca ou já não encaixa como antes.
  • Você evita mastigar de um lado da boca e já nem percebe mais que faz isso.
  • Os dentes ao redor do espaço começaram a inclinar ou a se afastar.

O que acontece quando se deixa o espaço vazio

O osso que sustentava a raiz do dente perdido deixa de receber a força da mastigação e, sem esse estímulo, tende a diminuir com o passar do tempo. Em paralelo, os dentes vizinhos se movimentam em direção ao espaço e o dente da arcada oposta pode descer procurando contato. O resultado é que, quanto mais se espera, mais complexo — e mais caro — o tratamento costuma ficar.

Como é o processo, etapa por etapa

  • Avaliação e exame de imagem. É aqui que se mede a altura e a espessura do osso e se define se há espaço para o implante.
  • Colocação do pino. Feita com anestesia local, costuma ser mais tranquila do que a maioria das pessoas imagina.
  • Integração ao osso. É a etapa mais longa: leva alguns meses, e é ela que garante a firmeza do resultado.
  • Coroa definitiva. Depois da integração, entra o dente propriamente dito, ajustado à sua mordida.

Em muitos casos é possível usar um dente provisório durante a fase de integração, para que você não fique com o espaço aparente nesse período. Se isso vale para o seu caso é uma das coisas que a avaliação responde.

O que pode adiar o implante

Algumas situações pedem um preparo antes. Não são impedimentos definitivos — são etapas a mais:

  • Osso insuficiente, que pode exigir um enxerto antes da colocação.
  • Gengiva inflamada ou doença periodontal ativa, que precisa ser tratada primeiro.
  • Diabetes descompensada, que interfere na cicatrização.
  • Tabagismo, que reduz as chances de a integração dar certo.

E depois? O cuidado do dia a dia

O implante não tem cárie, mas a gengiva ao redor dele adoece do mesmo jeito que a de um dente natural. Escovação, fio dental e as consultas de acompanhamento continuam sendo o que mantém o implante saudável a longo prazo. É um dente novo — e, como todo dente, ele depende do que você faz todos os dias.

Ficou com alguma dúvida?

A avaliação é o momento de olhar o seu caso de perto e responder o que este texto não consegue.

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