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Ortodontia

Alinhadores invisíveis: como funcionam

Quantas horas por dia usar, como é a rotina de troca das placas e em quais casos eles substituem o aparelho fixo.

3 min de leitura
Paciente segurando duas placas de alinhador invisível

Os alinhadores mudaram a conversa sobre aparelho na vida adulta. Muita gente que adiou o tratamento por não querer usar bráquetes encontrou neles um caminho possível. Mas eles têm um jeito próprio de funcionar — e um pedido de disciplina que vale conhecer antes de começar.

O que são, afinal

São placas transparentes, feitas sob medida para a sua boca, usadas em sequência. Cada placa é ligeiramente diferente da anterior e aplica uma força suave que empurra os dentes alguns décimos de milímetro na direção planejada. Você troca de placa a cada período combinado, e a soma desses pequenos movimentos é o que leva ao resultado final.

Do planejamento à primeira placa

Tudo começa com um escaneamento ou moldagem da sua boca. A partir daí, monta-se um plano digital que mostra o caminho que cada dente vai percorrer — e permite ver, antes de começar, uma previsão de como o sorriso deve ficar no fim. Aprovado o plano, a sequência de placas é fabricada e o tratamento começa.

A rotina: de 20 a 22 horas por dia

Este é o ponto que mais determina o sucesso. Os alinhadores precisam ficar na boca praticamente o dia inteiro, saindo apenas para comer, beber algo que não seja água e escovar os dentes. Fora isso, voltam. Quem usa menos que o combinado atrasa o tratamento e, em alguns casos, obriga a refazer etapas.

A troca de placa costuma acontecer a cada uma ou duas semanas, conforme o plano definido pela clínica. É comum sentir uma pressão nos primeiros dias de cada placa nova — é sinal de que ela está trabalhando, e passa em pouco tempo.

Attachments e elásticos

Alguns movimentos são difíceis de conseguir só com a pressão da placa. Para esses casos, colam-se pequenos relevos da cor do dente — os attachments — que dão à placa um ponto de apoio para girar ou levantar um dente. Em outros casos entram elásticos, presos entre as arcadas. Nada disso compromete a discrição: os attachments são discretos e saem no fim do tratamento.

O que eles resolvem bem — e quando o fixo ainda é melhor

Os alinhadores dão conta muito bem de apinhamentos leves e moderados, espaços entre os dentes, pequenas correções de mordida e recidivas — aqueles casos de quem já usou aparelho na adolescência e viu os dentes voltarem a se movimentar.

Já casos com alterações ósseas importantes, movimentos complexos de raiz ou mordidas bastante desalinhadas podem ter um resultado mais previsível com aparelho fixo, ou com uma combinação dos dois. Essa definição não é uma questão de preferência: vem do exame e do planejamento.

As vantagens no dia a dia

  • Discrição: de perto já é difícil perceber; de longe, praticamente ninguém nota.
  • Higiene mais simples: você tira a placa e escova os dentes normalmente, com fio dental e tudo.
  • Sem restrição alimentar: como o alinhador sai para comer, não existe a lista de alimentos proibidos do aparelho fixo.
  • Menos machucados: não há fio nem bráquete para ferir a bochecha.

A contenção depois

Terminar o tratamento não é o fim da história. O dente tem memória e tende a voltar em direção à posição antiga. Por isso, depois da última placa vem a contenção — fixa, removível ou as duas — que é o que preserva o resultado que você levou meses para conquistar. Pular essa etapa é a razão mais comum para um sorriso alinhado se desfazer com o tempo.

Ficou com alguma dúvida?

A avaliação é o momento de olhar o seu caso de perto e responder o que este texto não consegue.

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